A deslocação de uma equipa reduzida para a ilha não é por isso uma escolha inocente; gera inevitavelmente novas sinapses artísticas, destacando o papel de intérpretes residentes e do videasta local que elenca dos elementos naturais da ilha uma leitura fractal, antropomórfica -em fragmentos e detalhes largamente ampliados-, re.tratando a sua própria envolvente. A dele e a da criação, através dele.
Uma negociação contínua entre o dentro e o fora que se alastra também à composição da própria equipa.
Yola Pinto (n. 1974) é licenciada em Arquitetura pela FAUL. Após concluir os estudos do Corpo e do Movimento no Centro em Movimento, ingressa na School for New Dance Development (Holanda), Amsterdam University of the Arts, onde trabalhou com Magpie Company, no domínio da performance.
O seu percurso é marcado pela interdisciplinaridade. Trabalhou como atriz, como intérprete de dança e como performer, prestando apoio ao movimento e dramaturgia a vários criadores e companhias.
Apresenta o seu trabalho como coreógrafa e criadora em estreita colaboração com músicos, artistas plásticos e light designers, como são exemplo Continuous Me (2005), Novo_Título Provisório (2015), Poeira de Estrelas (2015), FIT (in) (2019).
Desenvolve contacto com públicos de várias psico-fisicalidades, nomeadamente como professora residente do CEM e na mediação artística de vários espaços museológicos. Foi professora adjunta convidada da Escola Superior de Dança em 2019-20.
O motor do seu trabalho é inequívoco: a dança, o movimento, em contaminação com a sua formação em arquitetura de onde emerge um fascínio pelo desenho como forma de pesquisa e criação, num interesse constante por um pensamento coreográfico que integra ativamente a relação corpo-território.
O seu trabalho foi apresentado em Portugal, no Brasil, Holanda, Itália, Espanha e Hungria.
Marco Santos é músico, criador e explorador do corpo como instrumento. Há mais de duas décadas vive entre ritmos, melodias e movimentos, tendo a bateria, a percussão, o corpo e a composição como bússola. O seu trabalho desenvolve-se na intersecção entre som, movimento e corpo, explorando o ritmo como linguagem musical, física e relacional. Durante mais de uma década teve a sua base nos Países Baixos, desenvolvendo uma intensa atividade internacional como músico, criador e pedagogo, colaborando com artistas de diferentes áreas, culturas e geografias.
Versátil e inquieto, move-se entre a música, a dança e o teatro, abordando a criação como um território onde som, gesto e presença se encontram. Como compositor e líder, editou diversos álbuns autorais e projetos colaborativos, construindo uma discografia que reflete mais de duas décadas de criação e diálogo intercultural. Paralelamente, participou como músico convidado em diversas edições discográficas de artistas nacionais e internacionais, abrangendo contextos que vão do jazz às músicas do mundo, da canção de autor à criação contemporânea. O seu trabalho tem sido reconhecido através de prémios, bolsas de apoio à criação artística, distinções da crítica especializada e nomeações nacionais e internacionais.
Apaixonado pelo ritmo em movimento, desenvolve práticas onde o corpo é o principal instrumento de criação, escuta e transformação. É fundador da PULSAR – Companhia do Corpo, projeto artístico, pedagógico e de investigação resultante de mais de vinte anos de pesquisa sobre a relação entre música, movimento e presença, e da United Art Movement, plataforma internacional dedicada ao encontro entre diferentes linguagens artísticas. A sua prática cruza concerto, performance, composição, improvisação, pedagogia e investigação, afirmando o corpo como instrumento, espaço de escuta e lugar de criação.
FICHA ARTÍSTICA /TÉCNICA
Dramaturgia Geral de Projeto | Yola Pinto
Direção Artística e Cocriação| Yola Pinto e Marco Santos
Produção e Comunicação | Damaris Lima
Recolha, Edição e Operação de Imagem Local
Filipe Ferraz [Madeira], Tiago Martins [Açores], a definir [Cabo Verde e Canárias]
Bailarinos Convidados Estreia na Madeira | Beatriz Batista, Rosa Rodrigues e Bruno Ferraz
Curadoria Objeto Fílmico Final 2026 | Nuno Veiga
Gestão de Projeto| Produções Independentes / Tânia Guerreiro
Plataforma Web | Hardfolio
FINANCIAMENTO
Direção Geral das Artes, República Portuguesa, Cultura, Juventude e Desporto
Fundação GDA
Câmara Municipal da Calheta
APOIOS
Secretaria Regional da Cultura Madeira
Festival in Shadow, Festival IN Arte /Associação Vo ́Arte
ACCA, Prodança (espaços ensaio em Lisboa)
Antena 2
PARCEIROS LOCAIS
MADEIRA
Associação Wamãe_Antropologia Pública
MUDAS. Museu de Arte Contemporânea da Madeira
AÇORES
Museu da Graciosa
A Vista Vulcão, Faial
CABO VERDE /S. VICENTE
Centro Cultural do Mindelo
República de Cabo Verde
CANÁRIAS | 2027
Casa Museu José Saramago, Lanzarote _ Datas a definir
AGRADECIMENTOS
The Studio, Teatro Feiticeiro do Norte, Barreirinha, Inês Tecedeiro, Ricardo Brito, Luz da Câmara
Créditos das Fotos: YOLA , foto do João Catarino
Créditos foto Marco, Isabella Mariana